terça-feira, 9 de junho de 2009

Jogo 04/06/09

O torcedor que pagou ingresso na fria noite de quinta-feira para assistir a performance dos Amigos do Caroço (caroço = bola) deve ter se perguntado acerca da real validade de sua decisão diante da jornada burocrática que acabou por testemunhar no Planet Ball Arena. O grupo, descaracterizado por vários desfalques e sob o choque da repentina negociação do seu manager com o futebol estadonidense, parecia rolar a bola para o tempo passar.

O jogo começou frio e com gols para um lado e para o outro. O placar variava como o balanço de uma canoa à deriva. Longe do líder máximo, o grupo parecia uma galinha sem cabeça, correndo desgovernada antes de sucumbir ao solo. Heróico, Lula ainda dedicava-se com afinco a repetir seus passes precisos, mesmo tendo jogado uma partida inteira na quadra externa minutos antes. Alessandro ensaiava palavras de ordem no gol, incitando uma marcação mais incisiva de seus jogadores, mas as palavras já não surtiam mais efeito num grupo abatido pelo abandono de seu timoneiro. Rodrigão, destaque do jogo, parecia motivar os demais. Mas de nada adiantaria.

Este é o time B, com Alessrandro, Bernardo, Paco, Rodrigo e André Lino.

O placar final foi 13 a 11. Quem ganhou foi o time A. Mas de que importa? Todos perdemos em brilho e dedicação quando nosso líder não está conosco para nos orientar. Elio, volte. Não sucumba à onda do Obama. Você não é Pelé para trocar o Brasil pelo Cosmos. Nós amamos odiar a tua inércia em campo. Sentimos falta de nossa indignação diante das tuas instruções caducas durante o jogo. Estamos órfãos daquele chute de bico coice-de-porco e das tuas cabeçadas geniais, onde nos mostra que consegues ser mais leve que o ar. Olhe para as fotos, Elio. Estes são os que você deixou para trás.

Este é o time A, com Marcelo, Mario Chiclé, Raimer, Santos, Lucas e Lula.

Texto e fotos: Marcelo

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