sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Jogo 17/09/09

A la pucha, tchê. Em plena Semana Farroupilha, o grupo Amigos do Caroço, não poderia deixar de celebrar a data mais importante do calendário gaúcho e, por causa disso, realizou mais uma partida buenaça nos gramados sintéticos do Planet Ball.

O quórum para o entrevero estava cheio como barril de chopp em festa de crente e os dois times, afiados como navalha de barbeiro caprichoso. Os dois times contavam com seis jogadores e goleiro fixo. Portanto, a escalação dos guascas era a seguinte:

Time A: Marcelo, Santos, PC e Igor Goiano (em pé); Elio e Gilson

Time B: Espártaco, Rodrigão, Filippelli e Mário (em pé); Carlos e Raimer

A peleia começou devagar como enterro de a pé, com os dois times estudando o adversário. O primeiro gol foi marcado pelo Time B, com Rodrigão. Ele dominou pela esquerda e bateu firme que nem prego em taquara, vencendo o goleiro Elio. Azucrinado, o Time A conseguiu o empate com Gilson. Ele recebeu um passe perfeito de Marcelo e, esperto que nem gringo de venda, bateu na saída de Raimer, assinalando 1 a 1.

Porém, novamente o Time B voltou à liderança, desta vez com Carlos. Faceiro como mosca em rolha de xarope, ele aproveitou uma sobra e chutou com força, no canto. A bola ainda bateu na trave esquerda antes de entrar. O Time A ficou mais angustiado que barata de ponta-cabeça, porém, conseguiu mais um empate, desta vez com Marcelo. A essa altura, o goleiro Raimer - que retornava após várias semanas de ausência - era o melhor em campo, fazendo grandes defesas. Com esse desempenho, o Time B ficou mais à vontade que bugio em mato de boa fruta e chegou à virada no placar, chegando a 4 a 2, com gols de Carlos (de cabeça) e outro de Rodrigão, que chegou mais ligeiro que tainha de açude e colocou no canto.

O Time B tava tranqüilo que nem tartaruga de poço, enquanto o adversário tava com a cara amarrada como pacote de despacho. Porém, quando começou a utilizar o recurso do goleiro-linha, o Time A reequilibrou o jogo e chegou à virada, passando para 8 a 4, com gols de Gilson, Igor Goiano, Marcelo e Santos, tirando uma distância folgada como cama de viúva. Três gols tiveram a assistência do goleiro Elio, que deu passes buenos como dinheiro achado.
O destaque foi o golaço de Marcelo, bonito como laranja de amostra: ele recebeu pela esquerda, na saída de Raimer, encobriu o goleiro com um leve toque.

O Time B ficou mais perdido que cebola em salada de fruta e teve que reunir todas as forças necessárias para evitar o vareio.
A equipe começou a jogar mais sério que guri mijado e chegou a encostar no placar em 9a 8. Em dois gols, destacou-se a qualidade na conclusão de Carlos: um deles ocorreu num chute macanudo, de longe, no cantinho direito, e outro, de perna direita, no alto.

A emoção aumentou como barriga de prenha e o jogo ficou encardido como peleia de caudilho e mais perigoso que briga de foice apartada por gadanha. E o lance mais emocionante ocorreu num chute forte, que Filippelli, solito como galinha em gaiola de engorde, esticou a perna e desviou a trajetória, mas a bola bateu no travessão e não entrou. Seria o gol de empate.

No finalzinho, PC, que não realizava boa partida, finalmente brilhou como ouro de libra e marcou dois gols. O definitivo foi um talagaço de longe, no ângulo de Raimer. Ao final, a partida teve um final tradicional como fórmula de minâncora: um time ficou triste como burro atolado e o outro terminou mais faceiro que égua com dois potrilhos ou como gordo com camiseta. Oigalê!

Placar: Time A 11 x 08 Time B
Gols: Time A: Marcelo (3), Igor Goiano (2), Gilson (2), PC (2), Santos (1) e Raimer (contra)
Time B: Carlos (3), Rodrigão (3), Mário (2)

Fotos e Texto: Elio (com a ajuda do Portal Amigos da Tradição)

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