sexta-feira, 18 de junho de 2010

Jogo 17/06/10

Placar: Time A 10 x 11 Time B

Escalações e gols

Time A: Cristiano (6), Fábio (2) e Filippelli (em pé); Santos (1) e Elio (1)

Time B: Gilson (3), Codevilla, Rodrigão (4), Paco (2) e Marcelo (2)

Resumo da partida
A Copa da África do Sul chegou a sua segunda semana sem empolgar ninguém. Ao lado do gordinho Diego Maradona, a bola Jabulani é a maior atração até agora, mais pelo seu efeito venenoso do que pelo número de vezes que ela foi buscada dentro das redes. A Copa 2010 também está marcada pelo zumbido interminável das vuvuzelas, que mostra que qualquer canto de torcida organizada no Brasil soa, literalmente, como música nos nossos ouvidos.
Mas, como historicamente acontece em toda Copa do Mundo, a zebra anda passeando faceira pelos gramados africanos. A segunda rodada nem acabou e a Espanha já corre risco de eliminação, enquanto a França já tirou os passaportes da gaveta dos quartos do hotel para voltar ao país do queijo fedorento.

Além disso, nenhuma seleção do continente anfitrião apresentou bom futebol (Costa do Marfim?). Diante disso, crescem as vozes (e roncos) no twitter de essa Copa do Mundo anda mais sonolenta do que a de 2002, que era transmitida durante a madrugada brasileira.

Então, se o futebol da televisão não empolga, nada melhor que uma partida bem disputada num gramado sintético para renovar em todos a esperança de que o futebol arte está vivo. Foi o que ocorreu em mais um clássico dos Amigos do Caroço.

Algumas verdades, via de regra, se repetem. Observem: o jogo foi bem disputado, um time abriu larga vantagem no placar (Time A 9 x 4 Time B), o adversário se recuperou e equilibrou as ações (o jogo terminou com diferença mínima) e não faltaram lances empolgantes (uma defesa espetacular de Codevilla com o pé, um golaço de Cristiano no ângulo, os 5 gols do Rodrigão).

Mas, apesar das proporções generosas da maiora dos jogadores ("um homem sem barriga é um homem sem história!"), a proptagonista da noite foi mesmo uma outra redondinha: a bola Jabulani, que teimou em fugir dos pés dos jogadores e obedecer (?!) trajetórias completamente diferentes das projetadas após o chute.

Digno de nota, também, foj o espírito festivo de Paco, que imitou o som de uma vuvuzela durante boa parte do jogo.

Portanto, caro/a leitor/a e seguidor/a da nossa história: se a Copa tá te dando sono, vem para o Amigos do Caroço que a diversão é garantida! É demmmmmmmmais!

O jogo será lembrado...
Pela "Maldição da Jabulani". A bola nova ainda não caiu no gosto dos boleiros e foi a causa de vários lances bisonhos durante o jogo. E também pela grande defesa acrobática do goleiro Codevilla.

Frase da partida
"Tenho assistido aos jogos na TV, coisa que eu não fazia!"
(Rodrigão, revelando o segredo de sua ótima fase no futebol)

Atuações
Time A
Codevilla - Gravou em DVD as grandes atuações dos goleiros da Copa, mas nem precisava. Mantendo a boa fase, fez excelentes defesas. A melhor delas: salvou um chute com o pé direito, a bola bateu na trave, voltou e ele ainda espalmou para longe. Se fosse afro-descendente, seria confundido com o goleiro da Nigéria, Enyeama, o melhor da Copa até agora. E ainda deu tempo de xingar a zaga!
Marcelo - Vestindo a camisa canarinho, parece que incorporou o futebol dos comandados de Dunga. Foi firme como Lúcio na zaga e habilidoso como Robinho na frente. Em várias ocasiões, no entanto, mostrou que ainda está sem o "tempo da bola", o que rendeu jogadas displicentes. Mas fez dois gols e deu várias assistências para os companheiros.
Paco - Em seu primeiro jogo na linha após se recuperar de lesão, mostrou a qualidade de sempre. Em alguns momentos, parecia o meia Karagounis, capitão e melhor jogador da Grécia, armando o jogo e chegando à frente. E ainda deu tempo para imitar a vuvuzela!
Gilson - Uma atuação de fazer inveja a Elano, o meia brasileiro e "bruxo" do Dunga. Chega à frente e ajuda a marcar com a mesma facilidade. Também chega forte nas divididas, porém, de forma leal. Marcou dois gols e insiste em se desculpar com os companheiros quando erra um passe.
Rodrigão - Vem em excelente fase e mudou seu estilo de jogo. As canelas finas cobertas por meias impecavemnete brancas lhe rendiam um ar de gazela da savana africana. Está mais veloz e alterando jogadas de velocidade com dribles. Fez quatro gols do estilo do centroavante Klose, da Alemanha: com muito oportunismo.

Time B
Cristiano - Apareceu depois de muito tempo longe do Planet Ball. Em uma mistura dos atacantes Higuaín (Argentina) e Forlan (Uruguai), mostrou sua índole de goleador e aproveitou a maioria das oportunidades. Mandou a bola para a rede seis vezes, uma delas no ângulo. Combativo, dedicado e solidário.
Filippelli - Tem um futebol de categoria na perna canhota, como o turco naturalizado alemão Özil. Porém, parece o meia canhoto Ji Sung Park, da Coréia do Sul. Isso significa: alterna jogadas de qualidade com lances bisonhos, mas nada que comprometesse a sua imagem junto à torcida feminina que já o elegeu o atleta (sexual) do século.
Fábio - Parece estar determinado a apagar as más atuações das últimas semanas. Fez uma boa partida, como fez o atacante Sanchez, do Chile. Dedicado e concentrado, elaborou jogadas fortes pela ponta-direita e drible em direção ao gol. A eficiência completa, porém, ainda não chegou. Mesmo assim, marcou duas vezes.
Santos - Mais um que engrossou a turma da "barba por fazer". Como lateral, em alguns momentos tem o mesmo vigor do italiano Zambrotta, com uma marcação eficiente. Em outros, lembra o argentino Gutierrez, ou seja, não consegue apoiar com qualidade. Mas foi muito bem na zaga, não comprometendo a equipe.
Elio - Na sua cabeça, tem um futebol parecido com o meia Iniesta, da Espanha: muito toque de bola e passes qualificados, mas sem a objetividade necessária. Em campo, na vida real, as coisas são bem diferentes. Elio jogou mais que Iniesta. Conseguiu organizar as jogadas do time, mas sentiu o peso da idade e movimentou-se pouco. Ainda sssim, marcou um gol com seu clássico "coice de porco", dando fim a um jejum que já durava um mês e quatro dias.

Texto: Elio & Marcelo / Fotos: Marcelo

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