sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Jogo 08/09/11

Esfarrapados 11 x 14 Macanudos

Como foi a peleia

Na semana em que o Acampamento Farroupilha ganhou forma, no banhado do Parque da Harmonia, não existiria recurso linguístico mais adequado para descrever o que aconteceu na grama de plástico do Planet Ball, na noite de quinta-feira, do que os vocabulários e as metáforas gaudérias.

O que se viu deu dó. Coisa mais feia.

De um lado, um bando perdido que nem rês abatida, correndo na coxilha, e, do outro lado, um time jogando por música e com cara de laço novo.

Jogo de gente direita se via pronto que não era. Uns só se preocupavam com o assado de costela gorda que na brasa já ardia de mansinho. Outros ainda, mesmo que de rabo de olho, conferiam o jogo do Grêmio na televisão. E ainda tinha um bem descornado que quis largar a lida bem cedo.

Nestes nove anos, temos visto coisa feia, temos visto judiaria na barranca do Ipiranga. Mas não é sempre que um time leva uma lasqueada ardida dessas. Marcados com aço - e o calor do aço arde! - o time esfarrapado não se achou em quadra e só sonhava com o caminho do chuveiro.

O Caroço, que está acostumado a ver bochincho parelho, viu um baile de dar dó. Os jogadores Macanudos corriam pelo campo faceiros como pinto em quirera, parecendo não acreditar na facilidade que tinham para jogar.

Deu no que deu. Clica e aumenta as foto ae, che:

Esfarrapados: Codevilla, Paco (1), Lula (6), Elio (2), Santos e Fábio (2)

Macanudos: Rodrigão (1), PC (4), Gilson (4), Filippeli (3) e Marcelo (2)


Performances

ESFARRAPADOS

Fábio:
Foi o boleiro do time que mais correu, "saracoteando mais que bolacha dura em boca de velha". Como o resto da equipe, no entanto, terminou cansado e sem forças para reagir.
Santos: Tava "mais ansioso que anão em comício", por conta do fogo que começava a crepitar na churrasqueira. Em campo, ficou "mais por fora do que surdo em bingo" e não jogou quase nada.
Lula: Começou "furioso como gato embretado em cano de bota" e quase saiu da partida logo no início - mas foi contido pelos boleiros. Daí, decidiu jogar, mesmo "contrariado como gato a cabresto", e foi o goleador da equipe.
Paco: Em campo, ficou "mais por fora do que quarto de empregada" e rendeu muito pouco, quase sem lembrar o jogador interessado de outras partidas.
Codevilla: Mal começou o jogo e já ficou "mais nervoso que potro com mosca no ouvido" pelo desinteresse dos companheiros. Além disso, às vezes ficou "solito como galinha em gaiola de engorde" e pouco conseguiu fazer diante dos atacantes.
Elio: Seu futebol é "como tosa de porco: muito grito e pouca lã". Tentou motivar os companheiros, mas o máximo que conseguiu foi "ganiçar como cusco que levou água fervendo pelo lombo".

MACANUDOS

Rodrigão: Fez uma boa partida, mas atuou melhor como goleiro, onde foi "mais firme que catarro em parede". Marcou um gol numa arrancada para o ataque.
PC: "Mais ligeiro que tainha de açude" e "mais ligado que rádio de preso", o nosso atleta-maratonista abusou da lerdeza adversária e sobrou dentro da quadra.
Gilson: Seu futebol é "mais eficiente que japonês na roça". Em alguns lances, era "mais apressado que cavalo de carteiro", mas teve boa atuação e foi um dos goleadores do time.
Filippelli: "Vivo como cavalo de contrabandista", nosso atleta "mais vaidoso que guri em chineiro" jogou nos atalhos, aproveitando os espaços cedidos pelo adversário.
Marcelo: Quando seu time ganha fácil, como nessa noite, fica "faceiro que nem gordo de camiseta". Jogou "tranquilo como cozinheiro de hospício" e quase fez um golaço, driblando quase todos os oponentes, mas acertou a trave.

Homenagem gaudéria

A Silvinha acolheu ardendo a bela costela que o Santos garimpou num açougue da capital.



Mais um fã do Amigos do Caroço

Aproveitando o ensejo, convidamos mais uma personalidade importante do futebol gaúcho para render uma homenagem ao nosso (esforçado) grupo. Confira abaixo o depoimento emocionado do "Lobão" Mazaropi:



Texto: Marcelo (jogo) e Elio (Performances) / Fotos: Marcelo

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