sexta-feira, 12 de abril de 2013

Jogo 11/04/2013

Placar: Time A 14 x 14 Time B


Escalações e gols

Time A: Santos, Marcelo (4), Lukas, Filippelli (4), Elio (1) e Zé (fora da foto, 5)
Time B: Gílson (3), Lula (4), Sandoval (2), Bernardo (3) e Fábio (2)
Como foi o jogo: um casamento de 25 anos

Não há mais novidades nos Amigos do Caroço quando nos reunimos dentro das quatro linhas que nos separam do mundo lá fora. Somos como aquele casal que está junto há 25 anos. Geralmente, depois de viver juntos há tanto tempo, esposa e marido não tem mais cartas na manga. Não há grandes novidades ou espaço para a criatividade. O mesmo vale para o futebol do Caroço - do ponto de vista técnico, obviamente.

Todos conhecemos o jeito que cada um joga. Sejamos honestos: cada um de nós tem, no máximo, três jogadas no repertório. Todas estas jogadas estão manjadas. Rigorosamente todas. Ninguém vai apresentar algo extraordinário e as chances de assistirmos momentos constrangedores envolvendo nossos corpos aumenta a cada rodada. 

Assim como  a vida do casal que se sustenta pela poeira dos anos e da rotina, vamos jogando nossa bolinha burocrática toda semana. Dependendo de quem está com a bola no pé, sabemos pra que lado vai o jogo, em que velocidade o ataque vai se dar e com que dificuldade a defesa poderá voltar a se armar em caso de contra-ataque.


Mas, então, como os gols ainda saem? Por que ainda há vitoriosos, derrotados, artilheiros e pernas de pau? A resposta é simples: preguiça. Conhecer as jogadas dos outros boleiros não quer dizer que a gente vá, de fato, gastar alguma energia extra para tentar anula-la, entende?

A preguiça é a força invisível que torna possível as peladas do Caroço. Ponto final. 

Fazer gol é bom, por isso a gente corre. Mas a gente não vai correr assim, digamos, com a mesma dedicação, se o outro quiser fazer um gol também. Afinal, somos amigos e logo ali adiante estaremos tomando uma cervejinha juntos. Deixem os caras se divertir e eles te deixarão fazer um golzinho aqui e outro ali, tal qual a rotina dos maridos e esposas que já chegaram às bodas de prata.

O placar desta semana (14 a 14) reflete exatamente esta dinâmica. Em dado momento, o time A chegou a ter 5 gols de vantagem. Mas a gente sabe como a coisa é. 

Preguiça! Graças a ela, o time B foi lá e empatou. Saiu orgulhoso pelo jeito. Mas a verdade é que a permissividade alheia foi a grande responsável pelo placar de um jogo em que uma equipe era visivelmente melhor que a outra.

Vida que segue no Caroço e rumo às bodas de ouro do nosso futebolzinho bem mais ou menos.

Lance Demais
A sequência de defesas de Fábio, em quatro lances, foi fundamental para a reação do time


Lance Inacreditável
O mesmo Fábio saiu do gol com a bola dominada e errou o passe, deixando a goleira escancarada para Filippelli marcar com categoria


Atuações

Time A

Filippelli - Noronha lhe fez bem. Foi o maestro da equipe. Começou mais à frente e, com jogadas de muita categoria, deixou os companheiros em condições de marcar e ainda fez gols. Grande atuação.
Zé Augusto - Desta vez, acertou o pé e teve ótimo aproveitamento nas conclusões, tornando-se o goleador do time. Também ajudou na marcação e no apoio pelas laterais.
Marcelo - Começou o jogo fazendo gols e marcando forte, mas errou muitas saídas de bola. Saiu mais cedo, quando parecia que a vitória estava assegurada.
Lukas - Novamente, voltou a render pouco. Às vezes, insiste nos chutes de longe, quando poderia passar para os companheiros. Pelo menos foi bem na zaga.
Santos - Muito bem nos desarmes. Deu o bote certo em vários lances e ainda contribuiu com passes para gols.
Elio - Tem optado por não mover-se mais e mesmo assim não encontrou seu espaço em quadra e jogou pouco. Fez um gol e perdeu outro.

Time B

Bernardo - Ficou no gol no início do jogo e o time sentiu. Depois, na linha, movimentou-se bastante e comandou a reação. 
Gílson - Dedicou-se muito à marcação, inclusive individual sobre os adversários. Foi melhor como goleiro do que zagueiro. Quase no final, saiu do gol e construiu a jogada do empate.
Lula - Um começo indeciso. A três dias do casamento, parecia aceitar a derrota parcial. Porém, lembrou que era seu último jogo como solteiro e ressuscitou na partida, evitando a derrota.
Fábio - Outro que começou devagar, piorou mais ainda e ficou quase parando. Depois decidiu se mexer e foi melhorando. Fez uma sequência de quatro grandes defesas e no final, perdeu o gol que daria a vitória ao time.
Sandoval - Jogou melhor do que da última vez, especialmente no gol. Porém, ainda insiste em segurar a bola mais do que o necessário e precisa melhorar as conclusões. 

Texto: Marcelo / Fotos, lances e atuações: Elio

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