terça-feira, 3 de setembro de 2013

Jogo 22/08/2013

Placar: Time A 10 x 11 Time B

Uma singela homenagem


O jogo dessa semana sempre será lembrado por uma despedida. Um dos boleiros mais brilhantes que já jogaram nas quadras sintéticas do Planet Ball Arena está deixando o Amigos do Caroço para outros desafios.
Carlos Bock, o lorde criado na pequena Ijuí, no Noroeste do Estado, vai para bem longe daqui. Por pelo menos quatro anos, estará trabalhando na Suíça, onde, promete, vai criar uma filial do nosso grupo. Ou, pelo menos, participar de alguma atividade futebolística para continuar mostrando toda sua habilidade na perna esquerda.
Carlos, que chegou ao grupo em 2005 convidado por Marcelo, foi um exemplo para os boleiros. Não só por seu futebol dedicado, qualificado e, na maioria das vezes, irrepreensível. Foi dele um dos gols mais bonitos da nossa história, quando deu um balãozinho no zagueiro e outro no goleiro antes de concluir para o gol.
Carlos é mais do que um grande boleiro, é também um grande amigo de todos. O nosso decano parecia um guri dentro e fora das quadras, com sua fala mansa e seu bom humor. Sem falar no seu gremismo nada exaltado e sempre ponderado. 
Ficou cerca de dois anos fora devido a lesões, mas nunca deixou de mandar informações sobre sua recuperação e seu desejo de voltar a jogar.
Neste ano voltou ao nosso convívio e, nos poucos jogos que disputou, mostrou porque é indispensável ao grupo. 
Desta vez, a Europa levou vantagem, mas a gente acredita que Carlos vai voltar para encerrar a carreira no Amigos do Caroço! Boa sorte ao nosso craque!

Escalações e gols

Time A: Rodrigão (1), PC (1), Lukas, Gílson (5), Cristiano (2) e Fábio (fora da foto, 1)
Time B: Bernardo (2), Marcelo (1), Carlos (2), Santos, Filippelli (4) e Elio (2)
O craque Carlos em sua última foto oficial
Como foi o jogo
A partida semanal começou um pouco atrasada, porque alguns boleiros ficaram retidos no trânsito devido a mais uma manifestação. Na hora de início dos trabalhos, apenas 9 dos 12 confirmados conseguiu chegar. 

Prometendo a vitória para homenagear Carlos, o Time B se desdobrou em quadra e abriu logo 3 a 0, com relativa facilidade. Carlos, Filippelli e Bernardo estavam em noite inspirada. Do outro lado, o Time A até criava chances, mas nada dava certo.

A equipe sem coletes conseguiu administrar bem o placar e chegou, na parte final, a um escore de 11 a 6. Acima até do equilíbrio que o jogo mostrava. Só que o Time A começou a se recuperar e foi descontando até chegar a 11 a 10. No finalzinho, o adversário nitidamente começou a fazer cera e esperar a campainha soar para comemorar a vitória em nome do craque que está de malas prontas.


Lance Demais
Filippelli fez um gol de final de campeonato: recebeu pelo meio, driblou o zagueiro com habilidade, deixou o goleiro no chão e concluiu para o gol vazio.

Lance Inacreditável
O mesmo Filippelli protagonizou o lance oposto, ao sair com a bola e, subitamente, recuá-la ao adversário Rodrigão, que estava livre e aproveitou a bobeira para marcar. 

Atuações (e o resultado da janela de transferência de agosto)

Time A
Gílson - De novo foi o goleador da noite. Em um deles, saiu como goleiro e marcou de carrinho. Por sua dedicação em campo, foi procurado pelo futebol inglês.

Cristiano - O atacante jogou bem e foi menos fominha do que no jogo anterior. Sentiu lesão no final. Habilidoso, teve contatos com o futebol da Holanda.
Fábio - Aos poucos, recupera a forma. Voltou a acertar a trave e não comprometeu. Quase acertou com o futebol de Portugal.
PC - Partida irregular. Cresceu no final, junto com o time. Mas a pontaria não andava boa. Inclusive, perdeu um pênalti. Sua velocidade atraiu clubes do futebol japonês. 
Rodrigão - Outro que não repetiu atuações anteriores. Marcou um gol em um passe dado pelo adversário. Sua grande fase como empresário quase fez com que acertasse com o futebol da Arábia Saudita.
Lukas - Bem marcado, pouco conseguiu jogar e nem praticar os chutes de média e longa distância. Porém, essa característica (e mais o sobrenome, Dezevieski), abriram as portas do futebol russo.

Time B
Carlos - Partida digna de uma despedida. Fez dois golaços: um driblando a zaga e outro em uma paulada n ângulo. Além disso, defendeu um pênalti. Foi o único que aproveitou a janela de agosto e fechou contrato de quatro anos com o futebol da Suíça. Vai fazer falta. 
Marcelo - Jogou pouco tempo, para organizar o churrasco festivo, mas deixou sua marca em um gol de categoria. Estava com um pé no futebol colombiano, mas seu pai e procurador voltou ao Brasil e o negócio não saiu.
Bernardo - Muita movimentação e boa troca de passes, especialmente no início do jogo. Pela sua versatilidade, recebeu ligações de clubes italianos, mas pediu muito e a transferência foi adiada.
Filippelli - Jogo de altos e baixos. Fez o gol mais bonito da noite, mas, em um lance bisonho, entregou um gol ao adversário. Por sua predileção por belas praias, negociou com o futebol mexicano.
Santos - Começou muito bem, mas no final caminhava como se estivesse de folga em um shopping center. Sua compulsão por carros de luxo quase o levou a jogar pelo futebol dos Estados Unidos. 
Elio - Reclamou bastante dos companheiros, mas fez uma partida regular. Alguns bons passes e outras jogadas sem brilho. Só atraiu interesse do futebol peruano, decadente como ele. 

Churrasco

Com a presença ilustre do sr. Sílvio Schneider, pai do atacante Marcelo, o churrasco em homenagem ao craque Carlos teve quórum muito qualificado, como a ocasião exigia.


Texto e fotos: Elio

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