sexta-feira, 6 de junho de 2014

Jogo 05/06/2014

Placar (!!!!): Time A 1 x 3 Time B 

Escalações e gols


Time A: Antônio, Lukas, Filippelli, Santos (1), Gustavo e Fábio

Time B: PC (2), Gílson, Elio, Mário (1) e Lula
Como foi o jogo

A maioria dos boleiros do Caroço já passou a linha divisória dos 40 anos. O restante já está bem próximo. Por isso, certamente todos vão lembrar de um programa que fez sucesso na televisão brasileira na década de 1980.
Transmitido pela TV Manchete, o "Acredite Se Quiser" trazia situações inusitadas e curiosidades que, atualmente, são encontradas facilmente em qualquer portal da internet. Mas o legal era o bordão clássico do ator Jack Palance, apresentador do programa:




Pois o jogo dessa semana certamente poderia ficar entre as atrações do televisivo. Em primeiro lugar, pelo placar. NUNCA, na história do Amigos do Caroço, um placar foi tão baixo. Nem nos jogos festivos de futebol 7. E dificilmente irá se repetir. 

O jogo começou 8h40, devido a alguns tradicionais atrasos. Logo no primeiro minuto, ficou evidente que não seria um jogo normal. Gustavo, aquele guri-enteado-sobrinho do Filippelli, que jogou semana passada e, dizem, iria para a base do Real Madrid Potosí, fez grande jogada pela direita e cruzou na medida para Antônio, que perdeu um gol incrível (leia abaixo). 

Na jogada seguinte, foi a vez de Gílson perder, com o gol praticamente escancarado. Logo depois, Antônio cruzou rasteiro para Santos, que desperdiçou mais uma chance inacreditável.

A essa hora, Jack Palance apareceria antes dos comerciais, com a frase antológica.


Depois disso, a partida ficou encruada, com muita marcação, mas com chances de lado a lado. A diferença para os outros jogos não foram as oportunidades perdidas, mas cada lance de gol era ou bem defendido pelos goleiros ou, no último instante, aparecia uma perna salvadora para cortar. Ou seja, eram mais vitórias das defesas do que inabilidade dos atacantes.

Até que Santos – logo ele, que não é um dos maiores goleadores – tirou o zero do placar. Recebeu um passe pela direita e chutou. A bola desviou em Mário e "desenhou" Gílson, que tinha se atirado para a defesa. Eram 21h17, o que significa que o primeiro gol aconteceu aos 37 minutos. (pausa para mais uma entrada do velho Jack). 

O desenrolar da partida demonstrava que o placar não seria de muitos gols. Talvez seria o primeiro caso de um time não conseguir marcar nenhum. Porém, Mário conseguiu colocar igualdade no placar com um chute cruzado, que bateu na trave e entrou.

Depois, Gílson foi atingido por Antônio num lance casual (leia abaixo) e, mancando, foi para o gol do Time A, prejudicando a equipe. 

Mesmo assim, a virada aconteceu, quase no final. Após uma sobra na área, PC colocou por baixo do goleiro e fez 2 a 1. Nos acréscimos, a 21h31, novamente PC marcou, driblando o zagueiro e chutando mascado para a bola entrar no canto. 

Daqui a alguns anos, quando alguém for contar a história desse jogo e desse placar minguado, caberá o alerta ao interlocutor desavisado: acredite...se quiser!

Lance Inacreditável

O gol perdido por Antônio logo no início. Após um cruzamento da direita, ele meteu a cabeça, ao lado do poste, e conseguiu botar para fora. 

Lance Deeeemmmmais

Na falta de um lance de maior brilho, vai este: após um lançamento na área, Antônio cabeceou à queima-roupa, mas Elio conseguiu espalmar em cima da linha

Plantão Médico

As imagens são fortes, mas cabe o registro. Em uma disputa de bola, Antônio foi bater em gol e Gílson tirou a bola antes. Então, o atacante literalmente chutou o calcanhar de Gílson, que teve a meia rasgada e ficou com um grande hematoma. O Homem Bom do Caroço, que ainda deu carona ao agressor, foi medicado e se recupera bem do trauma. 


Meia rasgada, hematoma... Gílson levou a pior na disputa com Antônio

Atuações

Time A

Antônio - Perdeu um gol logo no início e se abateu. Teve outras chances, mas não conseguiu deixar sua marca. Depois, sem querer, causou uma 
Lukas - Discreto, não subiu muito a frente nem arriscou seus perigosos chutes de longe.
Filippelli - Boa partida. Coordenou toda a saída de jogo e procurou as tabelas sempre que possível. Quase fez um gol no ângulo. 
Santos - Foi o autor do único gol de sua equipe. Bem nos desarmes, fez bons lançamentos para a área.
Gustavo - A fama subiu pra cabeça e ele acabou jogando pouco. Muita movimentação, mas pouca objetividade. 
Fábio - Usou uma suspeita camisa rosa e não repetiu suas melhores atuações. Foi melhor na marcação do que no ataque. 

Time B

PC - Foi o goleador (!!!) da noite. Começou afobado, mas depois encontrou espaço e definiu a partida em dois lances. 
Gílson - Pra ele não tem bola perdida. Por causa disso, acabou se machucando e jogou os minutos finais mancando no gol.
Mário - Sua melhor atuação desde o retorno. Quase não errou passes, bloqueou vários chutes e desfilou habilidade, como o "La Boba" aplicado em um adversário.
Lula - Voltou após longa temporada na Europa e sentiu a diferença do fuso horário. Procurou fugir da marcação e criar espaços, mas teve azar nos chutes.
Elio - Como goleiro, teve sorte e evitou pelo menos dois gols. Na linha, brilhou pouco. 

Conquista

Colaborador flutuante do Amigos do Caroço, o ex-boleiro profissional Rodrigo Bandeira (de preto, à esq.), irmão do nosso Presidente, conquistou uma façanha no futebol gaúcho: classificou o novato União Frederiquense para o Gauchão 2015, (Acredite...se quiser), com uma vitória de 3 a 0 sobre o Brasil de Farroupilha, na casa do adversário. 
Com direito à taça e tudo o mais. 
Nosso abraço ao boleiro e desejo de sucesso ainda maior na profissão. 


Rodrigo (E) e o time do União com a primeira taça. Fotos: jornal O Alto Uruguai

Texto: Elio / Fotos: Elio (A) e Antônio (B)

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