sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

22/01/2015: la mano de Dios

Time A 13 x 12 Time B


Time A: Antonio (5), Filippeli, Mairon (3), PC(4) e Polenta (1)

 Time B: Cristiano (3), Fabio (3), Marcelo (3), Santos (2) e Lula (1)
Olha, tá dando gosto derramar suor e graxa no gramado sintético do Planet Ball Arena no ano de 2015. Mais uma vez, jogo parelho, com reviravoltas e boa movimentação. "Samba, suor e ouriço", diriam os integrantes do Bloco da Laje.

PC montou os times usando o critério CdP (compensação da perebice), ou seja, se de um lado colocava um craque, tratava de agregar um ou dois boleiros mais limitados ao seu lado buscando o equilibrio das equipes.

O que se viu foi uma pelada com pouquissimas faltas (talvez apenas uma) e bola rolando o tempo todo. Aliás, nota negativa para a bola oferecida pela casa. Alem de cheia demais, era pesada - parecia ter areia, chumbo, brita dentro. Coitado do Lula que, logo nos primeiro minutos, levou uma chapuletada desferida pelo PC direto na orelha. Deve estar ouvindo sinal de ocupado até agora (tu...tu...tu..).

O time A saiu na frente abrindo, em determinado momento, uma vantagem de 4 gols. Mas quem conhece o Caroço sabe que raramente um time segura essa tranquilidade o tempo todo. Rolou virada e chegou a ficar 10 x 11, mas aí degringolou o Time B e na reta final o Time A fez 3 gols e passou na frente de novo. Nos instantes finais, o Time B meteu pressão, descontou. A diferença ficou em apenas um gol. Foi então que...

...bola na área, cruzamento em diagonal, pressão, entrevero e talicoisa... A bola vai saindo pela linha de fundo e Antônio, de costas, busca apenas protege-la, na tentativa de ganhar tempo e deixar as coisas como estavam. Mas a bola desvia sutilmente em seu corpo. Foi peito? Foi mão? 

Como o folclórico atacante estava de costas, o que valeu foi sua palavra de que não houve toque de mão. 

Mas se fosse mão, era pênalti. 
E se fosse pênalti, era gol. 
E se fosse gol era empate!

Ficou por isso mesmo. Fim de jogo. Bora pra ceva.

Lance demmmmais:
Entre a marca do pênalti e a linha da área, Cristiano dominou e deu um chapéu constrangedor em Mairon. Pior: completou e meteu pras redes de voleio. A bola "desenhou" tão perfeitamente o corpo de Mairon no lance que ele até foi jogar de goleiro por um tempo... humilhado, cabisbaixo, resignado.

Lance inacreditável:
Ataque do time A, em alta velocidade. Lula acompanha, como único defensor, também correndo pra remontar o sistema defensivo. Pela ponta, alguém busca inverter o jogo e a bola passa na frente do futuro papai. Lula vai esticar o pé pra interceptar, mas a chuteira tranca na grama artificial. Tombo. Que tombo. Assim não pode. Assim não dá.

Performances:
T i m e  A
Antonio: Atacante obejtivo, calou os críticos metendo 5 gols. Os companheiros sentiram sua falta na cobertura da defesa.
Filippeli: Parecia cansado, mas desempenhou papel importante na dinâmica da equipe. O passe preciso foi sua maior virtude.
Mairon: Na opinião do PC, Mairon fez sua melhor partida desde que começou a jogar no Caroço. Mas vai lembrar do chapéu que levou do Cristiano por muito tempo.
PC: Obcecado com a cobertura da zaga. Lançava-se ao ataque, mas voltava com muita velocidade quando o time sofria contra-ataque.  
Polenta: Muito mais confiante na segunda partida, foi o maestro do time. Bom posicionamento na intermediária e apoio excelente no ataque.

T i m e  B
Cristiano: O melhor do time. Com muita velocidade, foi responsável por quase todas as boas jogadas de ataque.
Fabio: Jogou com tênis emprestados e, talvez por isso, demorou a entrar no tempo do jogo. As subidas com velocidade foram a melhor característica.
Marcelo: Demorou muito a encontrar seu lugar na equipe, deixando furos na marcação e sendo pouco útil no ataque. Melhorou na parte final.
Santos: A mesma marcação segura de sempre. Teve boas chances no ataque.
Lula: Como sempre acontece quando erra uma jogada simples, entrou em guerra consigo mesmo e perdeu o foco por conta da irritação. Felizmente, deu a volta por cima na segunda metade do jogo e foi importante pro time.

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