quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Jogo 12/12/2015 - Festa de 14 anos do Amigos do Caroço

 Amigos do Caroço - 14 anos



O Amigos do Caroço é um adolescente de 14 anos que tem a sabedoria de um veterano. É um adulto que, por 60 minutos semanais, deixa as preocupações de lado e se diverte. É uma criança que brilha o olho diante de uma bola nova. É um velho que não quer jogar por causa de dores até então desconhecidas. É um amigo que ajuda e que incentiva.

O Amigos do Caroço é o boleiro que faz questão de comemorar o aniversário dentro da quadra; é o cara que atravessa continentes para chegar a tempo para um churrasco; é quem cancela uma reunião, adia um compromisso ou termina o trabalho mais cedo para jogar bola; é aquele que transforma os filhos em espectadores ou que deixa o recém-nascido com a mãe pra não deixar de completar o quórum; é o cara que vem de ônibus, ou pega o carro e viaja 50 quilômetros; é quem responde rápido o e-mail da convocação e também o último a se manifestar; é o boleiro que curte as fotos dos times e critica a resenha; é aquele que dá carona e que paga a cerveja; é quem compra a carne a ainda assa; é aquele traz um amigo para se tornar um novo amigo de todos; é o cara que joga no sacrifício para não deixar o grupo na mão; é até quem troca a partida do seu time para bater bola nas quintas-feiras.

O Amigos do Caroço é onde a gente joga, reclama, corneteia, corre, orienta, lança, dribla, erra, acerta, marca e comemora. Onde a gente lamenta a derrota e celebra a vitória por alguns breves momentos, até que a primeira cerveja chegue à mesa, ou que o primeiro saco de carvão caia na churrasqueira. Onde as amizades se renovam e se fortalecem. 

O Amigos do Caroço é tudo isso. Mas não é só isso. É muito mais. 
É todos nós. É a nossa história.
Que vai ser contada por muitos anos. 


Placar: Time A (Veteranos) 4 x 8 Time B (Nova Geração)

Escalações e gols


Time A: Cristiano, Polenta, Lula, Fábio (2), Elio (1), Filippelli (1), Carlos, fora da foto: Sorriso e Santos

Time B: Lukas (1), Antônio (2), Roca, Marcus (2), Leonardo (2), Zé, fora da foto: Bernardo (1) e Sandro

Como foi o jogo

A ideia da direção do Amigos do Caroço foi fazer uma partida entre os boleiros antigos (com 10 anos de grupo ou mais) contra os que ingressaram na sequência. O Time Veterano contava com os boleiros de idade mais avançada e, com o forte calor que fez na hora do jogo, a tendência era de que o ritmo dessa equipe fosse mais lento e cadenciado. Além disso, dois boleiros importantes - Marcelo e PC - estavam fora da partida e fizeram falta.

Só que o adversário, mesmo jogando de coletes pretos, sobrou no quesito físico e técnico. Comandou as ações desde o início e, por relaxar no final da partida, deixou de sair com um placar histórico.

O jogo começou equilibrado, com chances de ambos os lados, até que Marcus, em duas avançadas de surpresa sobre a zaga adversária, marcou duas vezes e abriu frente no placar. O Time Veterano até descontou, com Filippelli, mas a equipe preta voltou à carga e foi ampliando a goleada, que chegou até 7 a 1. 

O calor inclemente prejudicava de forma mais cruel alguns boleiros, que recorriam às trocas para conseguirem se manter vivos até o horário do churrasco. A toda hora, alguém perguntava: "quanto falta para terminar?", assim como um maratonista extenuado que não vê a linha de chegada. 

Somente no último quarto da partida é que o Time Veterano conseguiu se organizar e marcar mais quatro gols, enquanto que o Time da Nova Geração marcou apenas mais um. Mas a vitória já estava garantida e os de camisas pretas só queriam partir para a cerveja gelada e abandonar de vez aquele caldeirão.

O placar de 8 a 4 foi injusto, porque a goleada poderia tão impiedosa quanto o calor daquele sábado. Graças aos deuses do futebol que ninguém teve que ser levado ao hospital e todos puderam comemorar mais um aniversário do grupo. 


Depois do jogo, só a sombra salvou os boleiros

Lance Deeeemmmaaaaiiis

Antônio recebeu um lançamento no ataque, ficou livre à frente do goleiro Elio e, com categoria, colocou por cobertura na rede

Lance Inacreditável

Filippelli deu uma janelinha em Marcus pela esquerda, passou por Bernardo, avançou livre e poderia ter marcado um golaço, mas decidiu passar para Fábio, que não alcançou a bola e perdeu uma grande oportunidade. 

Atuações

Time A

Cristiano - Ficou muito com a bola, quando o melhor no futebol 7 é trocar passes. Não conseguiu chances para concluir a gol. Ajudou na marcação. 
Polenta - Mostrou qualidade na zaga na primeira metade do jogo. Depois, seu tênis se esfacelou e seu futebol também. Tentou alguns chutes a gol, todos por cima.
Lula - Foi um dos melhores do time, tanto como goleiro e como jogador de meio-campo. Teve azar na frente, pois não concluiu bem as oportunidades que teve. 
Fábio - Marcou dois gols como centroavante, mas ficou devendo um pouco na marcação e na saída de bola. 
Filippelli - Marcou o primeiro gol do time em um lance de inteligência. Insistiu nas jogadas individuais, ao invés dos passes, e mesmo assim quase marcou um golaço.
Carlos - Sentiu o calor e a falta de ritmo, mas mostrou seu futebol qualificado. Algumas boas jogadas pela esquerda, mas também concluiu mal a gol. 
Santos - Colocou a carne no fogo e, por isso, jogou pouco tempo. Deu um drible sensacional em Antônio, mas foi parado com uma falta violenta e desnecessária. 
Sorriso - Em mais um duelo com o goleiro Sandro, novamente perdeu feio. Falou, falou, falou e não jogou. Não conseguiu acertar nenhum chute na goleira. 
Elio - Começou no gol e fez duas defesas, mas levou 3 gols. Na linha, trocou alguns passes curtos. Só conseguiu correr da linha de fundo até o gol adversário para converter um pênalti.

Time B

Lukas - Formou boa dupla de zaga com Marcus e só subiu ao ataque na boa. Marcou um gol e ainda fez boas tabelas. 
Antônio - Recuperou-se da atuação do ano passado. Jogou mais livre, marcou um golaço, fez outro e teve um anulado. Só manchou sua atuação a falta criminosa em Santos. 
Roca - Ficou mais fixo como zagueiro e avançou pouco. Foi bem na cobertura, mas lesionou-se em uma disputa com Elio e daí rendeu menos. Cometeu o pênalti. 
Marcus - Novamente um dos destaques. Fez dois gols em jogadas de ultrapassagem e deu dinâmica ao time. Quase não perdeu divididas. 
Leonardo - Muita movimentação pelo lado direito, abrindo espaço para os companheiros. Fez boas tabelas e marcou dois gols. 
Zé Augusto - Um pouco discreto, mas foi eficiente pelo lado esquerdo, até sentir uma lesão no calcanhar. Perdeu uma boa chance ao acertar um chute na trave. 
Bernardo - Tinha esquecido do jogo (!!!!). Por isso, chegou atrasado e sem os apetrechos adequados. Foi bem, mas sem ser destaque. 
Sandro - Venceu mais um duelo com o atacante Sorriso. Falhou no primeiro gol, ao estar fora da meta, mas depois demonstrou segurança e fez boas defesas. 

Churrasco

Depois do jogo, o principal: o tão aguardado churrasco. Desta vez, Santos se encarregou das carnes nobres e Filippelli trouxe uma maionese muito elogiada. Marcelo e Santos, com o apoio de Gílson e de Sorriso, ficaram cuidando o ponto do assado, que fez a galera pedir mais. Dos 17 boleiros que jogaram, 14 ficaram para as comemorações, que ganharam o reforço de ex-boleiros como Kau e Raimer. O calor escaldante exigiu uma carga adicional de cervejas e, horas depois do último corte, os boleiros restantes inauguraram uma mesa à sombra, que durou até por volta das 17h.


Grandes momentos de celebração do aniversário do grupo


A festa acabou depois das 17h

Nenhum comentário: