Placar: Time A 8 x 7 Time B
Escalações e gols
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| Time A: Zé (2), Pérsio (1), Lula, PC e Cristiano (5) |
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| Time B: Antônio (3), Fábio (1), Filippelli, Mairon e Bernardo (3) |
Novo papai
Antes da partida, o nosso diretor PC fez um anúncio bombástico: entrará para o time dos papais a partir de setembro deste ano. Desejamos, desde já, muita saúde para o novo bebê do Caroço!
Como foi o jogo (*por Antônio Luzzatto)
O jogo desta semana foi marcado por uma palavra: espanto.
Antes do anúncio das escalações, surgiu, nos bastidores, a informação de que o presidente honorário e futuro candidato à reeleição, Elio Bandeira, 52 anos, não participaria do evento em razão de compromissos previamente assumidos com a diversão e fama. Espanto!
A surpreendente ausência do eterno presidente, que preferiu focar seus esforços na noite porto-alegrense, abalou muitos jogadores.
Mais espanto: antes do início do jogo, três jogadores com carreiras marcadas pelo atraso (Bernardo, Zé e Fábio) se encontravam prontos e postados no partidor. Espanto!
Com um esquema tático que apostava na velocidade dos alas, o time A apresentou uma novidade no seu mapa de calor, a forca centrípeta, o que confundiu o tradicional time B. Mesmo assim, o time B largou na frente, com gols de Bernardo e Antônio, e manteve o domínio durante 99% do jogo.
Enquanto tinha condições de jogo, o maestro Fillipelli comandou as ações do time B, tendo ao seu lado o jovem e voluntarioso Mairon e o ex-jovem Bernardo, agora proprietário de uma vasta e imponente barba viking.
Na metade do jogo, o time A ensaiou uma reação a partir de um lindo gol de Cristiano. Aqui novamente a palavra espanto se faz presente: sob a alcunha de "Caturrita", Cristiano, de atuação exemplar na partida, ensaiou um momento homem-pássaro e voou para um lindo gol de voleio, marcando, até aqui, o gol mais bonito de 2017.
Mesmo assim, o time B manteve seu domínio e a vantagem no placar, até que uma indecisão entre a zaga e o combalido maestro-pifador-fazendo-vezes-de-goleiro-gripado. Aproveitando a falha, o homem-gol-Caturrita Cristiano anotou mais um belo gol, agora por cobertura.
Com o placar marcando 7 x 7, depois de comandar o jogo o tempo todo, o time B se jogou para o ataque em busca de justiça. Então a máxima do pensador futebolístico Muricy Ramalho se fez presente: “a bola pune!” — e num contra-ataque, o time A, com sua geração saúde de Menudos comandados por PC, sacramentou sua vitória, coroando de glórias uma atuação mágica de Cristiano, o goleador dos gols bonitos.
Mais um espanto pra finalizar: o jogo teve apenas um falta (de Antônio sobre Cristiano, mais espanto!) e nenhum lance polêmico.
Para finalizar a crônica do espantoso jogo, cabe citar aqui o que Nelson Rodrigues já escreveu sobre espanto: “Ai do que vive sem horror. Pois é o espanto que nos salva. Aquele que se horroriza pode esperar ainda a Ressurreição.”
Esperamos a Ressurreição!
Atuações (com notas)
Time A
PC – Sempre sério e compenetrado, nosso copresidente não fez gol, mas comandou o time da geração saúde correndo mais de 5 km na exígua quadra do Planet Ball. Nota 7.
Lula – vestindo linda camisa Colorada, Lula também representou a geração saúde, correndo, marcando e fechando o gol. Ao final do jogo, prometeu para 2018 os tão esperados gêmeos. Aguardemos! Nota 7.
Zé – nosso articulista Tricolor, representante máximo da geração saúde, correu como um condenado (Boa Esporte está de olho nele) nas alas do time A. Marcou 2 gols, deu assistências e desfilou seu bronzeado eterno de maneira elegante. Esse menino vai longe! Nota 8.
Pérsio – parceiro de Zé na correria, fez o vai-e-vem na ala, auxiliou muito na marcação e foi bem no ataque. Marcou um gol e seu mapa de calor ficou bem colorido. Nota 8.
Cristiano – Emulando Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, Cristiano foi o nome do jogo. Honrando a alcunha de Caturrita, voou em um lindo voleio para marcar o gol mais bonito do ano. Não satisfeito, marcou mais 4, catimbou e ao final do jogo criou narrativas em espanhol para enaltecer a grande e espantosa virada de sua equipe. Nota 10.
Time B
Bernardo – Barbudo, o craque-garoto da camisa personalizada ganhou maturidade. Comandou a equipe até a derrota (?!) anotando 3 belos gols, dando assistências e chutando bolas nas traves. Nota 8.
Mairon – O jovem e promissor não repetiu antigas atuações brilhantes. Tentou comandar a equipe a partir da zaga, mas a derrota frustrou suas pretensões. Tentou jogar na frente, mas a falta de gols indicam fracasso naquele setor também. Pela imposição moral e física (é só física, mas deu saudade daquelas aulinhas do tempo da ditadura) mereceu uma Nota 7.
Fábio – nosso esgualepado atleta paralímpico tinha como objetivo não se machucar durante o jogo. Se movimentou bem, fez um gol e atingiu sua meta. Nota 8.
Filippelli – Descontado por uma forte gripe e fortemente abalado pela ausência do presidente Elio, que trocou o Caroço por fama e dinheiro, o maestro pifador do Caroço não conseguiu manter o padrão de suas luxuosas atuações de anos passados. Não fez gol, mas deu uma linda assistência para o belo gol de cabeça de Antônio, lembrando o craque Neto (é brincadeira!). Nota 7.
Antônio – O folclórico e humilde atacante sofreu um pouco com a velocidade do time B na defesa. No ataque, manteve sua média de 3 gols por partida e já estuda propostas do exterior. Nota 8.
Caroço na mídia
O presidente Elio, conforme relatado acima, acabou não participando da partida para atender a um pedido da mídia, especificamente, do programa Esporte & Cia, do jornalista Rafael Colling, na Rádio Gaúcha.
CLIQUE AQUI e confira a participação do nosso presidente no programa, mas antecipamos: o grupo Amigos do Caroço foi devidamente citado! (Aos 3'10")


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