Placar: Time A 14 x 9 Time B
Escalações e gols
![]() |
| Time A: Leonardo (2), Antônio (4), Marcelo (2), Mairon (2), Marcus (1), Cristiano (2) e Lula (1) |
![]() |
| Time B: Carlos (1), Santos, Filippelli (2), Fábio (1), Bernardo (3) e Elio (2) |
Como foi o jogo (* por Antônio Luzzatto)
O filósofo Ralph Waldo Emerson, já pensando nos Amigos do
Caroço, proclamou que “não existe propriamente história, apenas biografia”.
Então, vamos narrar a biografia do jogo desta semana.
Antes do jogo, a confirmação da presença dos founding fathers do Caroço, Elio e
Marcelo — agora juntos e unidos tal qual o Gordo e o Magro, Victor e Leo,
Bonner e Fátima ou Leandro e Leonardo —, causou histeria entre seus pares. O
encontro de gigantes levou o jogo da semana a um overbooking de grandes proporções. Treze atletas muito bem
condicionados, motivados, prontos e preparados para tudo, estavam disponíveis —
marcando o maior quórum do ano.
Dois atletas se destacaram no quesito doação pré-jogo. O
primeiro foi o presidente Elio, que continuando com seu Tour RS 2017, estrategicamente
preparou uma chegada triunfal vindo diretamente da charmosa Princesa do Sul. Um
homem conhecido por seu planejamento, Elio construiu toda a programação semanal
do Caroço prevendo sua ausência. Os horários programados indicavam a chegada
apenas para o churrasco de confraternização. Mas, é na adversidade que os
grandes homens se agigantam. A alegria brilhou nos olhos dos que puderam presenciar
a chegada do helicóptero presidencial nas amplas instalações do Planet Ball.
Emoção à flor da pele.
De bacon a vida, Elio, que a princípio apenas substituiria o
emagrecido papai Santos (com sua energia PQD sugada pela pequena Santinha),
resolveu ir para o sacrifício e foi pro jogo como se não houvesse amanhã.
O segundo grande doador pré-jogo do Caroço foi o papai Lula.
Em tempos de férias, Lula tem suas atenções divididas entre o Caroço,
planejamento familiar 2018 e o pequeno Lulinha. Compromissos médicos,
pracinhas, parques, corridas para o infinito e problemas com a Friboi quase
fizeram este grande personagem da história do Brasil esquecer o jogo desta
semana. Mas nunca antes na história deste país isto aconteceu!
Impulsionado pela impactante chegada de seu líder supremo, o
time “pogetado” estrategicamente pelo agora manager pifador Luis Antônio Filippelli
começou bem, pressionando e tocando a bola. O Time A apostou numa formação
inicial sem zagueiros, emulando o Barcelona de anos atrás, só que sem os
resultados do time catalão.
Depois de 10 minutos de sobressaltos, o Time A foi tomando
conta do jogo. Análises dos mapas de calor indicaram a estratégia a ser
adotada. Com Marcelino na posição de regista e com duas substituições na manga,
o Time A dominou as ações e passou a dar as cartas. Truco!
Final de jogo no Planet Ball Arena: Time A 14 x 9 Time B.
Ao final do jogo, o manager pifador saiu apupado, debaixo de
forte pressão e gritos de “Burro! Burro!”. Mister Filippelli foi cabisbaixo para
o vestiário tentando argumentar que a escalação não fora obra sua. Caiu!
Lance Inacreditável
Fábio foi disputar uma bola com Filippelli no campo de ataque do Time A. Só que a bola rebateu no meia e foi direto para o outro gol, surpreendendo Lula, que estava fora da meta.
Lance Demais
Lance Inacreditável
Fábio foi disputar uma bola com Filippelli no campo de ataque do Time A. Só que a bola rebateu no meia e foi direto para o outro gol, surpreendendo Lula, que estava fora da meta.
Lance Demais
Antônio dominou pela direita, passou por um marcador, cortou o segundo e, com categoria, colocou no canto do goleiro.
Atuações (* por Antônio Luzzatto)
Time A
Mairon – com juventude e passadas largas, recuperou sua
soberania (lembrando um pouco Clóvis Bornay nos desfiles de Carnaval) e flutuou
em campo. Fez dois gols e comandou a defesa. Nota 9.
Leonardo – herdeiro do
toque refinado de Bráulio, o “Garoto de Ouro” do Caroço trouxe sua serenidade
para o meio-campo do Time A. Marcou dois gols. Nota 8.
Marcelo – Marcelino, o homem que comanda uma legião de perfis
na grande rede mundial de computadores, regeu o Time A com intensidade e fúria.
Marcou dois gols e ao final do jogo ficou emocionado com a presença do
gauchinho genérico do The Voice Kids. Somando o resultado da atuação de jogador
e assador, chegamos à impressionante Nota 10.
Lula – contra tudo e contra todos, Lula2018 jogou com
regularidade, fez um gol e ditou o ritmo do meio-campo junto com Leonardo.
Quando foi para o gol, garantiu a segurança de sempre. Nota 8.
Marcus – o Homem de Pedra perdeu a barba mas não perdeu a
força. Marcou muito, anulou o ataque adversário e fez um gol. Prometeu cultivar um bigode
moralizador de Magnum, mas espera aprovação familiar. Nota 8.
Antônio – o folclórico goleador entrou motivado após a
preleção de Mister Filippelli. Não entendeu quando o Mister o colocou no outro
time. Depois de um início abatido, lembrou dos versos motivadores do Mister e
marcou quatro gols. Nota 9.
Cristiano – John Cusack engordou para viver o papel de
Cristiano no Caroço. Fez dois gols e produziu uma atuação digna de Oscar. Comedido
em campo, não fez os lindos gols de outrora, mas na média com sua atuação
oscarizável mereceu nota 8.
Time B
Santos – o paraquedista do Caroço está em transformação. O
nascimento da Santinha trouxe a serenidade e um leve tom cor-de-rosa de uma
fase Hello Kitty. Não fez gol e jogou a maior parte do tempo como goleiro. Nota
6, com pitadas de purpurina.
Fábio – uma série de lesões parece ter tirado a alegria das
pernas do pequeno guerreiro. Perguntado pela imprensa antes da partida se
estava afim de jogar, foi categórico: Não! Durante o jogo até se movimentou,
bloqueou um chute certeiro de Carlos e fez um gol. Nota 6.
Bernardo – o intrépido, veloz, chutador e representante da
publicidade no Caroço manteve sua média e marcou três gols. A barba hipster segue
com seu crescimento impressionante. Nota 8.
Carlos – o ministro Charles não repetiu a eficiência de
outros jogos, mas desfilou sua elegância, deu um lindo balãozinho em Antônio e
passou a ser perseguido desde então. Marcou um gol. Nota 7. Perdeu pontos com a
secação contra o Inter, depois do jogo.
Elio – cansado da rotina de viagens, o eterno presidente
mostrou dedicação e malemolência. Marcou dois gols, tomou dois frangos, perdeu
um molho de chaves. Pela chegada triunfal, Nota 7.
Filippelli – fazendo as vezes de manager, não foi bem. Montou
os times ao seu bel prazer e ao final se isentou de culpa. Em contrapartida, na
preleção, motivou o atacante adversário apresentando o samba Conselho, de Almir
Guineto, onde ressaltou o verso “Tem que lutar, não se abater”. Em campo foi
bem, como sói acontecer. Marcou dois gols. Nota 3 como manager, 8 pela atuação
em campo e 10 como motivador. Nota final 7.
Ao final da partida, o núcleo humorístico do Caroço se reuniu para
assistir a mais um drama dos discípulos de Zago, saboreando o saboroso assado
proporcionado pelo grand le crac sportif
Marcelo – o melhor custo-benefício do Sul do Brasil.
Ao final do jogo do Inter, Valdívia se emocionou na tela e Elio
também. Ao ver o desabafo do meia-atacante colorado, que chorando declarou:
“Descarreguei tudo no choro. Daqui pra frente tudo vai ser melhor”, nosso
presidente assentiu: “Me representa. Me sinto assim no Caroço”.
Futebol também são lágrimas, alguém disse.



Nenhum comentário:
Postar um comentário