segunda-feira, 10 de abril de 2017

Jogo 06/04/2017

Placar: Time A 14 x 9 Time B

Escalações e gols

Time A: Leonardo (2), Antônio (4), Marcelo (2), Mairon (2), Marcus (1), Cristiano (2) e Lula (1)


Time B: Carlos (1), Santos, Filippelli (2), Fábio (1), Bernardo (3) e Elio (2)

Como foi o jogo (* por Antônio Luzzatto)


O filósofo Ralph Waldo Emerson, já pensando nos Amigos do Caroço, proclamou que “não existe propriamente história, apenas biografia”. Então, vamos narrar a biografia do jogo desta semana.

Antes do jogo, a confirmação da presença dos founding fathers do Caroço, Elio e Marcelo — agora juntos e unidos tal qual o Gordo e o Magro, Victor e Leo, Bonner e Fátima ou Leandro e Leonardo —, causou histeria entre seus pares. O encontro de gigantes levou o jogo da semana a um overbooking de grandes proporções. Treze atletas muito bem condicionados, motivados, prontos e preparados para tudo, estavam disponíveis — marcando o maior quórum do ano.

Dois atletas se destacaram no quesito doação pré-jogo. O primeiro foi o presidente Elio, que continuando com seu Tour RS 2017, estrategicamente preparou uma chegada triunfal vindo diretamente da charmosa Princesa do Sul. Um homem conhecido por seu planejamento, Elio construiu toda a programação semanal do Caroço prevendo sua ausência. Os horários programados indicavam a chegada apenas para o churrasco de confraternização. Mas, é na adversidade que os grandes homens se agigantam. A alegria brilhou nos olhos dos que puderam presenciar a chegada do helicóptero presidencial nas amplas instalações do Planet Ball. Emoção à flor da pele.

De bacon a vida, Elio, que a princípio apenas substituiria o emagrecido papai Santos (com sua energia PQD sugada pela pequena Santinha), resolveu ir para o sacrifício e foi pro jogo como se não houvesse amanhã.

O segundo grande doador pré-jogo do Caroço foi o papai Lula. Em tempos de férias, Lula tem suas atenções divididas entre o Caroço, planejamento familiar 2018 e o pequeno Lulinha. Compromissos médicos, pracinhas, parques, corridas para o infinito e problemas com a Friboi quase fizeram este grande personagem da história do Brasil esquecer o jogo desta semana. Mas nunca antes na história deste país isto aconteceu!

Impulsionado pela impactante chegada de seu líder supremo, o time “pogetado” estrategicamente pelo agora manager pifador Luis Antônio Filippelli começou bem, pressionando e tocando a bola. O Time A apostou numa formação inicial sem zagueiros, emulando o Barcelona de anos atrás, só que sem os resultados do time catalão.

Depois de 10 minutos de sobressaltos, o Time A foi tomando conta do jogo. Análises dos mapas de calor indicaram a estratégia a ser adotada. Com Marcelino na posição de regista e com duas substituições na manga, o Time A dominou as ações e passou a dar as cartas. Truco!

Final de jogo no Planet Ball Arena: Time A 14 x 9 Time B.

Ao final do jogo, o manager pifador saiu apupado, debaixo de forte pressão e gritos de “Burro! Burro!”. Mister Filippelli foi cabisbaixo para o vestiário tentando argumentar que a escalação não fora obra sua. Caiu!

Lance Inacreditável

Fábio foi disputar uma bola com Filippelli no campo de ataque do Time A. Só que a bola rebateu no meia e foi direto para o outro gol, surpreendendo Lula, que estava fora da meta.

Lance Demais

Antônio dominou pela direita, passou por um marcador, cortou o segundo e, com categoria, colocou no canto do goleiro. 

Atuações (* por Antônio Luzzatto)

Time A

Mairon – com juventude e passadas largas, recuperou sua soberania (lembrando um pouco Clóvis Bornay nos desfiles de Carnaval) e flutuou em campo. Fez dois gols e comandou a defesa. Nota 9.
Leonardo – herdeiro do toque refinado de Bráulio, o “Garoto de Ouro” do Caroço trouxe sua serenidade para o meio-campo do Time A. Marcou dois gols. Nota 8.
Marcelo – Marcelino, o homem que comanda uma legião de perfis na grande rede mundial de computadores, regeu o Time A com intensidade e fúria. Marcou dois gols e ao final do jogo ficou emocionado com a presença do gauchinho genérico do The Voice Kids. Somando o resultado da atuação de jogador e assador, chegamos à impressionante Nota 10.
Lula – contra tudo e contra todos, Lula2018 jogou com regularidade, fez um gol e ditou o ritmo do meio-campo junto com Leonardo. Quando foi para o gol, garantiu a segurança de sempre. Nota 8.
Marcus – o Homem de Pedra perdeu a barba mas não perdeu a força. Marcou muito, anulou o ataque adversário  e fez um gol. Prometeu cultivar um bigode moralizador de Magnum, mas espera aprovação familiar. Nota 8.
Antônio – o folclórico goleador entrou motivado após a preleção de Mister Filippelli. Não entendeu quando o Mister o colocou no outro time. Depois de um início abatido, lembrou dos versos motivadores do Mister e marcou quatro gols. Nota 9.
Cristiano – John Cusack engordou para viver o papel de Cristiano no Caroço. Fez dois gols e produziu uma atuação digna de Oscar. Comedido em campo, não fez os lindos gols de outrora, mas na média com sua atuação oscarizável mereceu nota 8.

Time B

Santos – o paraquedista do Caroço está em transformação. O nascimento da Santinha trouxe a serenidade e um leve tom cor-de-rosa de uma fase Hello Kitty. Não fez gol e jogou a maior parte do tempo como goleiro. Nota 6, com pitadas de purpurina.
Fábio – uma série de lesões parece ter tirado a alegria das pernas do pequeno guerreiro. Perguntado pela imprensa antes da partida se estava afim de jogar, foi categórico: Não! Durante o jogo até se movimentou, bloqueou um chute certeiro de Carlos e fez um gol. Nota 6.
Bernardo – o intrépido, veloz, chutador e representante da publicidade no Caroço manteve sua média e marcou três gols. A barba hipster segue com seu crescimento impressionante. Nota 8.
Carlos – o ministro Charles não repetiu a eficiência de outros jogos, mas desfilou sua elegância, deu um lindo balãozinho em Antônio e passou a ser perseguido desde então. Marcou um gol. Nota 7. Perdeu pontos com a secação contra o Inter, depois do jogo.
Elio – cansado da rotina de viagens, o eterno presidente mostrou dedicação e malemolência. Marcou dois gols, tomou dois frangos, perdeu um molho de chaves. Pela chegada triunfal, Nota 7.
Filippelli – fazendo as vezes de manager, não foi bem. Montou os times ao seu bel prazer e ao final se isentou de culpa. Em contrapartida, na preleção, motivou o atacante adversário apresentando o samba Conselho, de Almir Guineto, onde ressaltou o verso “Tem que lutar, não se abater”. Em campo foi bem, como sói acontecer. Marcou dois gols. Nota 3 como manager, 8 pela atuação em campo e 10 como motivador. Nota final 7.

Churrasco




Ao final da partida, o núcleo humorístico do Caroço se reuniu para assistir a mais um drama dos discípulos de Zago, saboreando o saboroso assado proporcionado pelo grand le crac sportif Marcelo – o melhor custo-benefício do Sul do Brasil.


Ao final do jogo do Inter, Valdívia se emocionou na tela e Elio também. Ao ver o desabafo do meia-atacante colorado, que chorando declarou: “Descarreguei tudo no choro. Daqui pra frente tudo vai ser melhor”, nosso presidente assentiu: “Me representa. Me sinto assim no Caroço”.

Futebol também são lágrimas, alguém disse.


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