Placar: Time A 9 x 9 Time B
Escalações e gols
Como foi o jogo
Em alguns jogos do Amigos do Caroço, a escalação definida antes de a bola rolar já dá uma previsão de facilidade para uma das equipes ou equivalência de forças. Claro que a intenção é sempre deixar os dois times mais parecidos, mas nem sempre isso é possível. Além disso, fatores como a condição em que o boleiro está no dia (cansado, com sono, irritado, etc) faz com que um grande jogador torne-se uma figura apagada, comprometendo seu desempenho e do resto do time. No entanto, outras variáveis também podem ocorrer, como vocês vão ler abaixo.
Nessa semana, a definição dos times seguiu os mesmos critérios e a tendência era de uma partida equilibrada, o que não acabou acontecendo. O Time A, que iniciou o jogo com um convidado – o jornalista Zé Augusto – e sem Bernardo (que chegou atrasado), sofreu uma pressão muito forte assim que a bola começou a rolar, com ataques diretos ao gol de Codevilla. Com a chegada de Bernardo, a pressão diminuiu e o time conseguiu sair na frente, abrindo 2 a 0.
Apesar disso, o adversário não desanimou e continuou jogando melhor. Aproveitando a velocidade de PC e Gilson e a movimentação de Antônio, a equipe de coletes virou o placar e abriu uma larga vantagem, de 7 a 2. Sem falar na saraivada de bolas na trave, que poderiam ter almpliado a distância no placar.
Parecia tudo resolvido. Era só questão de tempo para manter o resultado e garantir a vitória. Por causa disso, o Time B tratou de administrar o resultado, ensaiando uma "cera", e atacando somente quando surgia a oportunidade. Só que a estratégia não deu certo por alguns motivos:
1) A "cera" começou cedo demais;
2) Ao invés de manter a posse, o time ficou rifando a bola, dando oportunidade ao adversário;
3) O desempenho de alguns jogadores caiu sensivelmente na segunda metade da partida.
E então ocorreu o que muitas vezes já foi visto nos jogos do Amigos do Caroço: o time perdedor buscou forças onde parecia não haver, foi diminuindo o placar e chegou a estar perdendo por 8 a 7, mas outra vez o time de coletes abriu vantagem com Cristiano, o que parecia ser o gol decisivo.
Só que, como dizem alguns comentaristas, "a bola pune". E a punição veio no finalzinho, com um gol de Bernardo, e no último instante, quando Lula recebeu pelo meio da quadra e virou para o gol. O chute forte pegou Filippelli desprevenido e a bola entrou quase no meio do gol, decretando o empate, que puniu o time que desistiu de jogar.
Lance Demais
PC dominou pelo meio, ajeitou e deu uma paulada no ângulo, mas a bola caprichosamente acertou a trave de Codevilla. Seria um golaço.
Lance Inacreditável
Elio roubou uma bola na zaga, passou por PC, Filippelli (e aí está o fato extraordinário) e rolou para Zé, que cruzou para Fábio marcar, com pouca força. A bola passou por centímetros a linha.
Atuações
Time A
Codevilla - O lendário goleiro retornou em grande estilo: gritando com a zaga, abusando das saídas perigosas com a bola dominada e com as arrojadas defesas, como num chute à queima-roupa de PC. Também contou com a sorte das traves.
Bernardo - Chegou atrasado mas compensou com muita dedicação à marcação e bons dribles. Levou vantagem na maioria das disputas. Os chutes fortes, no entanto, não foram produtivos.
Fábio - Queria jogar na zaga, mas seu lugar é no ataque, onde consegue encontrar os espaços com boa movimentação. Fez dois gols e perdeu outras chances. Também teve fôlego para voltar e ajudar no combate aos adversários.
Lula - Todos conhecem sua qualidade. Só que em alguns lances, a letargia impede que ele desempenhe seu melhor futebol. Mesmo assim foi o goleador da noite e fez o gol que decretou o empate.
Zé Augusto - Convocado pela presidência, o jornalista do Diário Gaúcho sentiu a falta de entrosamento e atuou mais pela lateral esquerda. Ajudou na defesa e fez um gol, além de algumas boas assistências.
Elio - Parecia o treinador Diego Aguirre em campo, motivando a equipe mesmo quando tudo parecia perdido. Se esforçou na zaga e teve poucas falhas. Conseguiu acertar a maioria dos passes, mas chutou pouco a gol.
Time B
PC - Foi o mais eficiente de sua equipe. Levou vantagem sobre os marcadores, usando sua velocidade, e tentou administrar o resultado. Deu bons chutes, mas teve o azar de acertar a trave em algumas oportunidades.
Cristiano - Sentiu a falta de sequência e não foi o atacante qualificado de outras jornadas. Ficou mais na organização e marcação. Oportunista, fez um gol no final que parecia o decisivo, mas o time não segurou a vantagem.
Antônio - Bem marcado, o atacante não repetiu a grande partida da semana anterior, mas iniciou a reação da equipe marcando dois gols em chutes fortes.
Gilson - Muita movimentação e dedicação habitual na defesa e no ataque. Como é sua característica, também motivou a equipe. Porém, decaiu na parte final do jogo.
Filippelli - Outra vez, começou bem e não manteve o ritmo. Foi eficiente na organização das jogadas, com toques de qualidade, mas chegou pouco ao ataque. Também fez dois gols.
Texto: Elio / Fotos: Codevilla


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