domingo, 26 de junho de 2011

Jogo 23/06/11

Placar: Time A (Casquinhas) 10 x 18 Time B (Cascudos)

Escalações e gols

Time de Cascudos: Marcelo (3), Codevilla, Filipelli (5), PC (5), Paco (3) e Santos (2)

Time de Casquinhas: Antônio (1), Gilson (4), Lula (1), Elio, em pé; Fabio e Carlos (4), agachados;

Lance Inacreditável
Gílson recebeu dentro da área e chutou, para a defesa parcial de Codevilla. O mesmo Gílson, que havia caído no lance, tocou sem querer com o corpo e a bola entrou mansamente no canto

Lance Demais
Quando o Time A tentava desesperadamente diminuir o resultado, em um contra-ataque, PC recebeu pelo meio da quadra e, vendo o goleiro adiantado, deu um belo toque por cobertura, marcando um golaço

Como foi o jogo
Festa estranha com gente esquisita na Cristiano Fischer nesta penúltima semana de junho. Além da tradicional e constrangedora pelada semanal, os Amigos do Caroço se reuniram para festejar o aniversário do prolixo boleiro Paco, aquele que fala pelos cotovelos.

Jogamos como sempre, rimos como sempre e seguimos nos recusando a aceitar o peso da idade sobre nossos joelhos - alguns deles já cravados de pinos. A bola, emprestada pela direção do empreendimento, foi considerada pesada e facilitou a ocorrência de lances bisonhos.

A partida, que parecia equilibrada quando os times foram distribuídos em campo, acabou se revelando uma barbada para o time dos Cascudos. Havia algo de errado no time dos Casquinhas, algo inexplicavelmente complexo, que impedia a conclusão dos lances de gol, a troca de passes de alguma qualidade e, principalmente, o moral do time todo.

As boas trocas de passes, ao lado do bom astral e das conclusões efetivas do time dos Cascudos fizeram com que o placar estivesse sempre a seu favor. Paco, o aniversariante, recebeu vários "mu-mus" dos companheiros e, na maioria das vezes, não bobeou e colocou a redondinha no filó.

Mas nada disso, na verdade, importava. A gurizada estava mesmo é a fim do churrasquinho que iria rolar depois para celebar os 23 aninhos (de futebol) do ícone trabalhista brasileiro.

Embalados pelo marketing de David Beckham, a galera da Fruki só cresce nos mometos de confraternização da sociedade esportiva com mais sobrepeso do Brasil. Já os adeptos da tradicional cervejinha, vibraram quando viram o presidente Elio chegar com seu latão térmico (fruto do tráfico de influências do Império das 3 Letras).

Presença marcante da piazada Lolo (filho do aniversariante), Thommy e Léo, e das beldades da família Schneider Bárbara e Manuela (esta última, nubente do aniversariante).


Performances cascudas
Codevilla - Atuação digna de virar DVD. Defesas seguras, arrojo, elasticidade: tudo junto & misturado. O goleiro DJ mostrou que, quando está a fim, é disparado o melhor da posição nos gramados sintéticos gaúchos.
Marcelo - Próximo dos 40, está usando a experiência adquirida em anos no futebol europeu para conseguir o melhor desempenho em quadra. Trocou bons passes com Paco e fez dois gols com sua característica, o chute forte. Fez outro aproveitando uma saída errada do goleiro.
Filipelli - Foi o responsável pelo desequilíbrio do jogo, marcando três gols nos primeiros minutos. Depois, quando a marcação apertou, sentiu uma lesão no joelho e foi atingido por trás por Fábio, o prejudicou sua atuação no final do jogo.
PC - Com sua velocidade incontrolável, imprimiu uma correria logo no início do jogo, ganhando a maioria dos lances e trocando bons passes com os companheiros. Teve ótimo aproveitamento nas conclusões e foi um dos goleadores.
Paco - O aniversariante foi beneficiado pelos companheiros, que se esforçaram em agradá-lo. Mesmo assim, correu até o fim e colaborou com bons passes.
Santos - Uma partida irrepreensível. Foi um marcador implacável e quase não perdeu disputa de bola. Ainda conseguiu chegar à frente para concluir e fez dois gols, o que é raro.

Performances casquinhas
Antônio - Apareceu para jogar com um camiseta bege, com a qual estava dormindo poucas horas antes do jogo, o que justificou sua sonolência. Às vezes, parecia um espectador do jogo. Fez poucas boas jogadas e só saiu porque sentiu um lesão num lance bisonho.
Gilson - Lutou até o final, mas parecia meio desligado em alguns lances, quando o adversário passava a seu lado. Mesmo assim, foi o melhor da equipe, marcando quatro gols e evitando outros quando esteve no gol.
Lula - É uma incógnita saber onde foi parar seu grande futebol. Há um mês, não consegue reencontrar a alegria dentro da quadra. Alterna lances de rara qualidade com jogadas em que parece não ter vontade. Mas o grupo torce por sua rápida recuperação técnica.
Fabio - Outro que enfrenta uma crise técnica. Desta vez, porém, jogou melhor, especialmente no gol. Está perdendo gols que antes marcava com facilidade. Fez uma falta violenta por trás em Filippelli, que será analisada pelo STJD.
Carlos - Voltou depois de uma revigorante viagem à Europa e foi o melhor do time, mesmo sem jogar uma grande partida. Foi um dos goleadores da equipe e não desistiu nunca, apesar da diferença técnica dos times e da má atuação de alguns companheiros.
Elio - Como goleiro, foi lamentável. Na zaga, até conseguiu evitar alguns lances, mas foi envolvido na maioria das disputas e quase não teve chances de concluir. Não marca há dois jogos.

Texto: Marcelo (jogo) e Elio (atuações e lances) / Fotos: Marcelo

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