quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Jogo 28/07/11

Placar: Time A 7 x 6 Time B

Escalações e gols

Time A: Antônio (3), PC, Gilson (1), Codevilla, Marcelo (2) e Santos (1)

Time B: Fabio (1), Rodrigo, Carlos (3), Lula (2), Elio e Filipelli

Como foi o jogo
"Em time que está ganhando, não se mexe", diz a máxima do futebol. Nesta semana, a lendária frase acabou sendo aplicada de duas formas diferentes à nossa pelada.

Em primeiro lugar, porque quando há seis boleiros por equipe, o rodízio de jogadores é obrigatório e, muitas vezes, nem sempre benéfica.

Na outra, pelo fato de que, pela terceira semana seguida sem a intervenção do Presidente Elio na escolha das equipes, o equilíbrio e a emoção se mantiveram até o final do jogo.
Parao bem do futebol e da amizade, o quórum máximo de boleiros foi atingido. Já é sabido que, para um grupo esforçado como o nosso, em que a idade (e o peso) vão cobrando seu preço, para alguns, é fundamental ter alguém do lado de fora para que se possa dizer, esbaforido: "Entra que eu tô morto."

No decorrer da partida, o jogo esteve sempre bem encaminhado para o Time B, que contava com boas participações de Carlos, Lula e Filippelli. A equipe abriu uma boa vantagem no marcador e chegou a um placar de 5 a 2 sem fazer muito esforço.

Só que as mudanças (obrigatórias) promovidas pelas equipes tiveram impacto negativo justamente para quem vencia. Carlos e Lula tiveram que ficar de fora por alguns minutos e isso foi determinante para a mudança no placar.

A persistência e a garra do Time A deram resultado. A virada veio num lance que parecia sem perigo, em que a bola voltou para a área justamente no pé de Gilson que não perdoou.

Faltava pouquíssimo tempo e Fábio, que recém havia levado o gol, disse: "Deixa que eu vou empatar". E ele fez justamente isso, assinalando o gol mais bonito da noite. Recebeu na frente da área, esperou Codevilla se atirar e, com um drible, tirou o goleiro da jogada e colocou para o gol.

Estaria decretado o terceiro empate seguido? Quase. Foi só a bola sair novamente, que o time de coletes puxou um ataque, que culminou com o chute forte de Marcelo, garantindo a vitória, muito comemorada pelos seus asseclas. "Vitória da garra", gritavam os mais exaltados.

Jogos assim, bem disputados, movimentados e decididos só no final é que tornam as nossas disputas ainda mais valorizadas e lembradas.

A Silvinha ardeu para os boleiros depois do jogo, contando, inclusive com o boleiro emérito Polenta.

Gilson, o Homem Bom, apresenta o doce e a bebida preferidos dos boleiros do Caroço, além do agrião, que ganha força entre os atletas de colesterol alto

Mais uma vez, Silvinha (escondida, ao fundo), deixou todos à vontade para algumas horas de conversa e churrasco de qualidade, inclusive coma presença do "noivo do ano" Polenta

Lance Demmmaaaiis
O gol de Fábio, que recebeu pelo meio e deu um drible desconcertante no goleiro, empatando o jogo quase no finalzinho

Lance Inacreditável
Marcelo e PC entraram livres, contra apenas o goleiro. Marcelo tocou para PC que, com o goleiro já deitado, se atrapalhou e deixou a bola sair

Atuações

OBS: A partir da próxima semana, o Amigos do Caroço vai escolher o boleiro da semana. Aguarde!!!

Time A
Codevilla - Suas grandes atuações já atraíram a atenção de representantes de clubes europeus, que pediram à direção do Caroço um DVD com suas melhores defesas. Vive grande fase, em todos os segmentos. Evitou a derrota e ainda teve qualidade para sair jogando.
PC - Atuação segura, com marcação na saída de bola adversária e jogadas em velocidade pelas pontas. Não teve bom aproveitamento nas conclusões e perdeu um gol incrível.
Marcelo - Depois de mais uma viagem, o "Sr. Milhagem" do Caroço teve um começo claudicante, mas depois que orientou a equipe a chutar mais a gol, mostrou o quanto à decisivo ao marcar o gol que garantiu a vitória no último lance da partida.
Antônio - Desta vez, não ficou plantado na área esperando a bola e se movimentou mais. Com isso, se futebol ressurgiu e ele foi um dos goleadores da noite, com três gols.
Santos - A segurança habitual na zaga. Perdeu poucos lances na disputa com os atacantes. Porém, subiu pouco ao ataque. Fez um gol com a colaboração do goleiro adversário.
Gilson - Boa partida. Movimentação intensa, o tempo todo. O Homem Bom marcou, chutou, driblou e bloqueou os chutes adversários. Tudo junto, mas não ao mesmo tempo.

Time B
Carlos - Com seu futebol fleumático, que lembra os grandes meio-campistas canhotos como Pita e Gérson, foi o melhor da equipe. Ajudou a marcar e foi o atacante mais perigoso. Porém, só conseguiu marcar quando ficou livre, próximo do gol.
Lula - Também foi um dos destaques da noite, com saída de bola perfeita e tabelas com os companheiros. Quase não perdeu disputas de bola. Marcou dois gols, só que depois não conseguiu mais liberdade para chutar.
Filippelli - Jogou bem, mas a cotação teria sido melhor caso não tivesse errado tantos passes (coisa rara). Foi importante na organização das jogadas, ajudou a marcar, mas chegou pouco à frente para concluir.
Rodrigão - Foi muito bem nas roubadas de bola e várias vezes puxou o contra-ataque da equipe. Não fez gol e perdeu boas oportunidades. Como goleiro, não teve boa atuação.
Fábio - Uma partida bem superior à das últimas semanas. Chegou com rapidez ao ataque e também atuou com eficiência na marcação e como goleiro. Tentou alguns gols por cobertura, sem sucesso. No final, fez um golaço que teria dado o empate para sua equipe.
Elio - Em vias de encerrar a carreira, o Presidente a cada jogo vai mostrando cada vez menos do futebol que o consagrou. Até está falando mesmo em campo. Desta vez, deu algumas boas assistências e só. Acertou uma bola na trave e deu o último do jogo, para defesa do goleiro.

Texto: Elio / Fotos: Marcelo

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