quarta-feira, 19 de julho de 2017

Jogo 13/07/2017

Placar: Time A 6 x 8 Time B

Escalações e gols

Time A: Bernardo (1), Pérsio (2), Fábio (2), Filippelli, Matheus e Mairon (1)

Time B: Leonardo, Lula (1), Gava (2), Gustavo (4) e Carlos (1)
Como foi o jogo (* por Renato Gava)

A segunda partida do semestre foi uma das que teve melhor nível técnico no ano. É o que se pode dizer do encontro dos Amigos do Caroço no dia 13 de julho de 2017. Não faltaram toque de bola, gols bonitos e empenho na marcação. Destaque ainda para a solidariedade de Marcelo, que, mesmo lesionado, foi até a quadra para, em caso de não haver quórum, ajudar. É o espírito do AC! Porém, como havia 11 boleiros, o viajante-boleiro foi embora para se recuperar e retornar em breve ao time.

Os primeiros 10 minutos davam pinta de que seria um jogo truncado, pois o 0 a 0 permanecia. Até que um gol de família abriu o placar. Gava fez um lançamento mal calibrado (forte demais) no peito de Gustavo, que dominou, deixou a bola pingar e soltou a patada de esquerda: 1 a 0. O guri se aproveitou da idade dos adversários e, em seguida, fez o segundo de seus quatro gols.

Mas o time colorido (ui!) foi se encaixando melhor e não deixava os adversários se distanciarem no placar. A diferença nunca superou dois gols. Em boa parte da partida, o time branco lembrou o Corinthians 2017: se deixava amassar, mas era mortal nos contra-ataques. 

Conforme o Instituto de Chutes e Estatística Datagava, os coloridos tiveram 67,43% de posse de bola. Isso, porém, não os levou à vitória. Já o adversário estava mais par ao grêmio 2017: tocava bem, jogava bonito e, quando parecia que iria decolar, levava gols.

Para identificar a atuação de cada boleiro do AC, só somando as características de dois jogadores profissionais. Confira a analogia:

Time A

Leonardo: Eullinho (Euller + Zinho)


Sempre movediço, Leo fugiu de sua característica e marcou o adversário com vigor. Tal qual o meia-esquerda do Brasil na Copa de 1994, apareceu para receber passes e ditar o ritmo do jogo. O boleiro está longe de ter a velocidade do Filho do Vento, mas que os dois se parecem, não há dúvidas. Nota 8,3

Lula: Favarro (Fabio Santos + Canavarro)


Quando o time todo se mandava para frente, quem ficava na zaga? Ele, o Lula. Tal qual um zagueiro italiano, interceptou as principais jogadas do adversário. E, na hora de atacar, o destro sempre optava pela esquerda. Quem o via indo e voltando pelo setor, com aquela cabeça reluzente, certamente lembrava do lateral campeão do mundo pelo Corinthians e de modesta passagem pelo Grêmio. Nota 8,5

Gustavo: Edernardo (Eder + Leonardo)


Cada vez que ele armava o chute com a perna esquerda, os adversários tremiam. Provavelmente ele e Matheus têm poucas (ou nenhuma) informação sobre Eder, um dos canhotos de chute mais mortíferos do futebol mundial. Pesquisem no Google. Suas bombas faziam as de Roberto Carlos parecerem simples biribinhas. Além disso, Gustavo armou jogadas, bloqueou tentativas do adversário e é filho do cara que escreve a resenha. Não tem como não tirar uma Nota 10.

Carlos: Ravarozco (Ravanelli + Orozco)


O cabeça prateada da equipe dedicou-se ao time. Tanto que não marcou gol, mas participou ativamente do ataque e da defesa. Magrão e sempre de cabeça alta, seu estilo assemelha-se ao do craque italiano que dominava o meio-campo da Juventus. E seu temperamento discreto é igual ao do zagueiro uruguaio (outro cabeça branca) que passou quase despercebido pelo Inter na década passada. Discreto e importante. Nota 8,4

Gava: Meisena (Messi + Maisena)

O pai do Gustavo fez um golaço. Ganhou a bola na meia quadra e foi driblando. Passou por um, dois três... há quem diga que driblou dezoito adversários – provavelmente alguns, mais de duas vezes, claro. Até que se livrou do goleiro e tocou para as redes. Depois, quase morto pelo pique (coisa da idade), foi para o gol. Foi então que lembrou o legendário frangueiro colorado. Mairon chutou de longe, fraco, no meio do gol, e Gava aceitou. Depois, avançou demais e levou outro por cobertura de Pérsio. Nota 7,1

Time B

Filippelli: Carvinho (Daniel Carvalho + Ricardinho)

O canhoto foi muito bem marcado e quase não conseguiu usar a temida perna esquerda para fazer gol e lançamentos. Lutou contra o peso e correu muito, mas não teve como conter a juventude de Gustavo. Buscou tabelas e tentou passes longos, mas seu forte foi a ajuda à defesa. Nota 7,9

Fábio: Catimgode (André Catimba + Valdir Bigode)


Ela não fez jogadas bonitas, mas suas investidas sempre complicavam a vida dos marcadores adversários – bem coisa que Valdir Bigode fazia. Nas cobranças de escanteio, era esperto para entrar na área como o legendário baiano que defendeu o Grêmio nos anos 70. No meio-campo, ficou mais paradão, marcando a zona e tentando armar jogadas.  Nota 7,8

Matheus: Nilmur (Nilson + Murilo)


Resumo de Nilson: um lateral-direito meia-boca na marcação, mas voluntarioso no ataque. Resumo de Murilo: um meio-campo craque nas categorias de base que, quando jogou no meio de gente grande, foi um foguete molhado – nunca estourou. Em relação ao jogo anterior, Matheus mostrou crescimento. Ainda está longe do futebol que mostrou no ano passado, mas vem em crescimento. Nota 7,5

Bernardo: Rondinarsson (Rondinelli + Gunarsson)

Sua determinação é comparável à do zagueiro do Flamengo dos anos 70. Busca forças das entranhas na hora de bloquear um adversário. E o estilão é o mesmo do “compatriota” viking que atua como lateral-direito ou meio-campo da Islândia (de onde certamente são os antepassados de Bernardo) e no Cardiff, do País de Gales. Ainda precisa recuperar seus potentes chutes de direita. Nota 7,9

Pérsio: Eduri (Edu Marangon + Dauri)


O meia paulista Edu Marangon, da Portuguesa, em 1982, quase fez um antológico gol do meio-campo no gaúcho Gilmar, que defendia o São Paulo. Pois 35 anos depois, o gaúcho Pérsio deu o troco, e com juros: de sua área, encobriu o paulista Gava e meteu uma bucha. Bom, tanto a Portuguesa quanto o time de Pérsio perderam o jogo, mas os lances ficaram na memória. No jogo do AC, o estilo “devagar, mas chegando” de Pérsio lembrou de Dauri, um dos poucos seres humanos que atuou nas duplas Gre-Nal e Ca-Ju. Nota 7,8

Mairon: RenCrou (Renato + Crouch)


O magrelão do AC vinha de dois jogos fantásticos, nos quais não houve controle antidoping. Na última partida, caiu um pouco de produção. Assim como o magrelão inglês, se atrapalhou algumas vezes com a bola. Em algumas oportunidades, na hora de chutar, lembrou Renato Pé Murcho, famoso no São Paulo dos anos 70 e 80 por seus chutes fracos. Porém, não fosse sua dedicação à defesa, certamente seu time teria perdido por diferença bem maior. Nota 8

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